DOR AGUDA E DOR CRÔNICA: DIFERENÇAS QUE VÃO ALÉM DO TEMPO DE 

DURAÇÃO

A dor aguda e a dor crônica são diferentes, mas não apenas por causa do tempo de duração de cada uma. A versão aguda do problema é caracterizada por representar um sinal de alerta do corpo, um sintoma, e durar um período determinado, desaparecendo quando é feito o tratamento da enfermidade causadora da dor. Já a dor crônica é duradoura, contínua ou pode aparecer durante crises intermitentes (cessando e retornando com o tempo), podendo ou não ser associada a alguma doença. No entanto, quando não é possível observar por meio de exames a sua causa, ela é considerada a própria doença.

 

Em casos de dores agudas, os sintomas aparecem de forma inesperada, muitas vezes sinalizando doenças no organismo. É encarado como um sinal de alerta. É o caso do desconforto causado por infecções, pedras nos rins, pneumonia e infarto, por exemplo. Quando há o tratamento da doença, os sintomas diminuem e desaparecem.

Quando a dor dura mais de três meses, ela é considerada crônica. O tratamento para este tipo de caso é mais complexo e exige mais cuidados para que possa ser resolvido. Além da medicação indicada pelo médico, muitas vezes também é necessária a prescrição de antidepressivos, principalmente quando o lado psicológico do paciente é afetado pelo problema persistente.

PREVENÇÃO

É recomendável procurar auxílio médico quando as dores agudas aparecem. O tratamento precoce delas facilita a cura de doenças e também minimiza o risco de se tornar uma dor crônica. Mas há outros cuidados que podem ser adotados para se prevenir das dores crônicas. Em geral, é preciso ter uma atenção à qualidade de vida, com a prática regulares de atividades físicas, a alimentação equilibrada, o cuidado com a postura corporal e o controle do peso e de quadros crônicos, como a diabetes e a hipertensão.

Tratamento da dor crônica

Assim como a dor crônica é um problema recorrente para o paciente, o tratamento é realizado de forma prolongada e vai além da medicação prescrita e das terapias indicadas. Com os cuidados de uma equipe multidisciplinar da área da saúde, que será a facilitadora para a melhora da qualidade de vida, o paciente é o protagonista do processo de cura.

 

Feito de forma individualizada para cada caso, o tratamento pode ter mais eficácia com a ajuda de terapias auxiliares, como a acupuntura, a fisioterapia, a educação física, entre outros. A nutrição também desempenha um papel crucial neste processo, já que, por meio da alimentação, é possível controlar a qualidade do sono do paciente, contribuir para o relaxamento, além da possibilidade de uma dieta com alimentos anti-inflamatórios para casos específicos.

Mas tudo isso passa por um ponto crucial: a gestão emocional. O cérebro humano processa as dores no mesmo local em que lida com as emoções. Consequentemente, pacientes com dores crônicas costumam ter o lado psicológico abalado por causa da interferência negativa no cotidiano. Por isso, o uso de antidepressivos pode fazer parte do tratamento.

MEDICINA INTERVENCIONISTA DA DOR

Os métodos intervencionistas para a dor crônica são bastante eficazes para o diagnóstico e o tratamento dos pacientes. Por meio de procedimentos minimamente invasivos, guiados por imagens, é possível localizar pontos específicos causadores da dor e encontrar a melhor maneira de curá-la. (A partir daqui entrar a parte específica dos tratamentos...)